| Cursinho grátis de português - Curso Online O curso tem como objetivo esclarecer temas que ajudarão o aluno a falar e escrever melhor em Português. Para participar do curso basta se cadastrar e iniciar as aulas gratuitas. Site do curso |
EaD Brasil
Divulgar a educação a distância mediada por computadores é a meta do EaD Brasil. Espero que, quem esteja envolvido no processo dialógico dessa modalidade de ensino, possa conversar com a gente, exercendo o seu papel na construção de saberes para uma real democratização da educação brasileira. Conto com vocês!
3 de setembro de 2011
Curso grátis a distância de português
22 de agosto de 2011
Público ou privado?
Contratualmente, pode-se interpretar que a FAESPE mantem o curso na UEG, administrando a parte financeira e com autonomia para fiscalizar o curso. Na prática, a “UEG” recebe diretamente o pagamento do aluno, faz cobrança durante a aula e por e-mail, e decide paralisar o curso quando conveniente a fim de pressionar todos os alunos quanto à questão da inadimplência. " [leia mais em: Público ou privado?]
29 de julho de 2011
MOODLE: UMA OPÇÃO PERTINENTE PARA O ÊXITO EM CURSOS PELO SISTEMA EAD.
7 de janeiro de 2011
O que é educação a distância (*)
José Manuel Moran
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância
jmmoran@usp.br
- Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.
- É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
- Na expressão "ensino a distância" a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Preferimos a palavra "educação" que é mais abrangente, embora nenhuma das expressões seja perfeitamente adequada.
- Hoje temos a educação presencial, semi-presencial (parte presencial/parte virtual ou a distância) e educação a distância (ou virtual). A presencial é a dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre num local físico, chamado sala de aula. É o ensino convencional. A semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte a distância, através de tecnologias. A educação a distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.
- Outro conceito importante é o de educação contínua ou continuada, que se dá no processo de formação constante, de aprender sempre, de aprender em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência, ampliando-a com novas informações e relações.
- A educação a distância pode ser feita nos mesmos níveis que o ensino regular. No ensino fundamental, médio, superior e na pós-graduação. É mais adequado para a educação de adultos, principalmente para aqueles que já têm experiência consolidada de aprendizagem individual e de pesquisa, como acontece no ensino de pós-graduação e também no de graduação.
- Há modelos exclusivos de instituições de educação a distância, que só oferecem programas nessa modalidade, como a Open University da Inglaterra ou a Universidade Nacional a Distância da Espanha. A maior parte das instituições que oferecem cursos a distância também o fazem no ensino presencial. Esse é o modelo atual predominante no Brasil.
- As tecnologias interativas, sobretudo, vêm evidenciando, na educação a distância, o que deveria ser o cerne de qualquer processo de educação: a interação e a interlocução entre todos os que estão envolvidos nesse processo.
- Na medida em que avançam as tecnologias de comunicação virtual (que conectam pessoas que estão distantes fisicamente como a Internet, telecomunicações, videoconferência, redes de alta velocidade) o conceito de presencialidade também se altera. Poderemos ter professores externos compartilhando determinadas aulas, um professor de fora "entrando" com sua imagem e voz, na aula de outro professor... Haverá, assim, um intercâmbio maior de saberes, possibilitando que cada professor colabore, com seus conhecimentos específicos, no processo de construção do conhecimento, muitas vezes a distância.
- O conceito de curso, de aula também muda. Hoje, ainda entendemos por aula um espaço e um tempo determinados. Mas, esse tempo e esse espaço, cada vez mais, serão flexíveis. O professor continuará "dando aula", e enriquecerá esse processo com as possibilidades que as tecnologias interativas proporcionam: para receber e responder mensagens dos alunos, criar listas de discussão e alimentar continuamente os debates e pesquisas com textos, páginas da Internet, até mesmo fora do horário específico da aula. Há uma possibilidade cada vez mais acentuada de estarmos todos presentes em muitos tempos e espaços diferentes. Assim, tanto professores quanto alunos estarão motivados, entendendo "aula" como pesquisa e intercâmbio. Nesse processo, o papel do professor vem sendo redimensionado e cada vez mais ele se torna um supervisor, um animador, um incentivador dos alunos na instigante aventura do conhecimento.
- As crianças, pela especificidade de suas necessidades de desenvolvimento e socialização, não podem prescindir do contato físico, da interação. Mas nos cursos médios e superiores, o virtual, provavelmente, superará o presencial. Haverá, então, uma grande reorganização das escolas. Edifícios menores. Menos salas de aula e mais salas ambiente, salas de pesquisa, de encontro, interconectadas. A casa e o escritório serão, também, lugares importantes de aprendizagem.
- Poderemos também oferecer cursos predominantemente presenciais e outros predominantemente virtuais. Isso dependerá da área de conhecimento, das necessidades concretas do currículo ou para aproveitar melhor especialistas de outras instituições, que seria difícil contratar.
- Estamos numa fase de transição na educação a distância. Muitas organizações estão se limitando a transpor para o virtual adaptações do ensino presencial (aula multiplicada ou disponibilizada). Há um predomínio de interação virtual fria (formulários, rotinas, provas, e-mail) e alguma interação on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes). Apesar disso, já é perceptível que começamos a passar dos modelos predominantemente individuais para os grupais na educação a distância. Das mídias unidirecionais, como o jornal, a televisão e o rádio, caminhamos para mídias mais interativas e mesmo os meios de comunicação tradicionais buscam novas formas de interação. Da comunicação off-line estamos evoluindo para um mix de comunicação off e on-line (em tempo real).
- Educação a distância não é um "fast-food" em que o aluno se serve de algo pronto. É uma prática que permite um equilíbrio entre as necessidades e habilidades individuais e as do grupo - de forma presencial e virtual. Nessa perspectiva, é possível avançar rapidamente, trocar experiências, esclarecer dúvidas e inferir resultados. De agora em diante, as práticas educativas, cada vez mais, vão combinar cursos presenciais com virtuais, uma parte dos cursos presenciais será feita virtualmente, uma parte dos cursos a distância será feita de forma presencial ou virtual-presencial, ou seja, vendo-nos e ouvindo-nos, intercalando períodos de pesquisa individual com outros de pesquisa e comunicação conjunta. Alguns cursos poderemos fazê-los sozinhos, com a orientação virtual de um tutor, e em outros será importante compartilhar vivências, experiências, idéias.
- A Internet está caminhando para ser audiovisual, para transmissão em tempo real de som e imagem (tecnologias streaming, que permitem ver o professor numa tela, acompanhar o resumo do que fala e fazer perguntas ou comentários). Cada vez será mais fácil fazer integrações mais profundas entre TV e WEB (a parte da Internet que nos permite navegar, fazer pesquisas...). Enquanto assiste a determinado programa, o telespectador começa a poder acessar simultaneamente às informações que achar interessantes sobre o programa, acessando o site da programadora na Internet ou outros bancos de dados.
- As possibilidades educacionais que se abrem são fantásticas. Com o alargamento da banda de transmissão, como acontece na TV a cabo, torna-se mais fácil poder ver-nos e ouvir-nos a distância. Muitos cursos poderão ser realizados a distância com som e imagem, principalmente cursos de atualização, de extensão. As possibilidades de interação serão diretamente proporcionais ao número de pessoas envolvidas.
- Teremos aulas a distância com possibilidade de interação on-line (ao vivo) e aulas presenciais com interação a distância.
- Algumas organizações e cursos oferecerão tecnologias avançadas dentro de uma visão conservadora (só visando o lucro, multiplicando o número de alunos com poucos professores). Outras oferecerão cursos de qualidade, integrando tecnologias e propostas pedagógicas inovadoras, com foco na aprendizagem e com um mix de uso de tecnologias: ora com momentos presenciais; ora de ensino on-line (pessoas conectadas ao mesmo tempo, em lugares diferentes); adaptação ao ritmo pessoal; interação grupal; diferentes formas de avaliação, que poderá também ser mais personalizada e a partir de níveis diferenciados de visão pedagógica.
- O processo de mudança na educação a distância não é uniforme nem fácil. Iremos mudando aos poucos, em todos os níveis e modalidades educacionais. Há uma grande desigualdade econômica, de acesso, de maturidade, de motivação das pessoas. Alguns estão preparados para a mudança, outros muitos não. É difícil mudar padrões adquiridos (gerenciais, atitudinais) das organizações, governos, dos profissionais e da sociedade. E a maioria não tem acesso a esses recursos tecnológicos, que podem democratizar o acesso à informação. Por isso, é da maior relevância possibilitar a todos o acesso às tecnologias, à informação significativa e à mediação de professores efetivamente preparados para a sua utilização inovadora.
- Bibliografia:
- LANDIM, Claudia Maria Ferreira. Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro, s/n, 1997.
- LUCENA, Marisa. Um modelo de escola aberta na Internet: kidlink no Brasil. Rio de Janeiro: Brasport, 1997.
- NISKIER, Arnaldo. Educação a distância: a tecnologia da esperança; políticas e estratégias a implantação de um sistema nacional de educação aberta e a distância. São Paulo: Loyola, 1999.
- Páginas na Internet
- Página do Prof. Moran: www.eca.usp.br/prof/moran/textosead.htm
-
Texto do Ivonio de Barros: Noções de Ensino a Distância: www.intelecto.net/ead/ivonio
-
Eduardo Chaves. Ensino a Distância: Conceitos básicos em:
http://www.edutec.net/Tecnologia%20e%20Educacao/edconc.htm#Ensino%20a%20Distância
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_________________________
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(*) Este texto foi publicado pela primeira vez com o título Novos caminhos do ensino a distância, no Informe CEAD - Centro de Educação a Distância. SENAI, Rio de Janeiro, ano 1, n.5, out-dezembro de 1994, páginas 1-3. Foi atualizado tanto o texto como a bibliografia em 2002.
2 de setembro de 2010
21 de julho de 2010
Universidade Aberta do Brasil (UAB)
10 de agosto de 2009
Tutoria online e moodle devem andar juntos!
Entretanto, um curso de tutoria online sem uma prévia capacitação para o uso de plataformas de ensino como o moodle, por exemplo, não é aconselhável. É a mesma coisa que acontece no ensino presencial, em alguns lugares, onde o professor sabe a matéria, porém desconhece a tecnologia específica para apresentá-la, didaticamente falando, aos alunos - já presenciei aulas em que o docente não sabia usar o giz e a lousa!!!...Já presenciei aulas em que o professor lia o texto, com voz monótona ou cansada, e de vez em quando, lançava uma pergunta sobre o assunto lido. Silêncio total, pois ninguém prestara atenção na leitura.
Em vista disso, aconselho, façam um curso de moodle se querem ser tutores online. A tutoria online depende da competência para a exploração dos maravilhosos recursos das ferramentas de ensino do moodle.
8 de agosto de 2009
8 de junho de 2009
Quem disse que os cursos presenciais de formação docente são bons?
Professor da USP e presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Frederic Litto rebate as críticas em relação à qualidade dos cursos a distância para formação de professores. "Até agora, ninguém mostrou dados quanto a isso. Nem dá para considerar." O americano, que coordenou até 2006 a Escola do Futuro da USP, questiona ainda a qualidade dos cursos presenciais de formação docente. "Quem disse que são bons?"
FOLHA - Por que o ensino a distância cresce tanto nessa área?
FREDERIC LITTO - Há muitos professores no Brasil sem o curso superior. Como tirá-los do trabalho para fazer a atualização? Só pode ser com a flexibilidade do ensino a distância.
FOLHA - Uma das críticas à modalidade é que os alunos têm pouca convivência universitária, o que pode influenciar no momento de dar aulas. Como o senhor avalia isso?
LITTO - A maioria dos estudantes já são professores. Eles já conhecem a prática e precisam da teoria. Como o curso de pedagogia é bastante teórico, ele pode ser a distância. E complementado com estágios.
FOLHA - Há críticas também quanto à qualidade.
LITTO - "Até agora, ninguém mostrou dados quanto a isso. Aliás, quem disse que os cursos presenciais são bons?
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2004/educacaoadistancia/
MEC manda fechar polos de ensino a distância
A medida atinge quatro instituições: Unopar (Universidade Norte do Paraná), Fael (Faculdade Educacional da Lapa), Uniasselvi (Centro Universitário Leonardo da Vinci, em Santa Catarina) e Unitins (Fundação Universidade do Tocantins), como antecipou ontem "O Globo".
Os centros de ensino eram polos presenciais de educação a distância não credenciados pelo MEC, que, segundo o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky, estavam "muito abaixo da crítica".
Entre as medidas que as instituições terão de tomar estão a redução das vagas, a transferência de alunos para polos credenciados pelo MEC e o fechamento de centros.
A Unopar afirmou, por meio de nota, que não teve redução de vagas. Não é, porém, o que diz trecho do termo de compromisso assinado entre o ministério e a universidade. A pasta diz que, somente se forem verificadas as melhorias acordadas, a Unopar poderá abrir novo vestibular.
A Unitins disse que "a supervisão do MEC (...) redundará em mais melhorias" para os cursos.
A Uniasselvi afirmou que todas as exigências do MEC "serão realizadas pela instituição no próximo ano, como a implantação de melhorias nos polos". A Fael disse que irá se adaptar às condições do MEC.
FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u469268.shtml
29 de março de 2009
Cursos gratuitos de inglês, francês, espanhol e português, todos com os níveis básico, intermediário e avançado
Desenvolvido no Brasil, o portal é ideal para quem quer fazer diferença no mercado
O Centro Latino de Idiomas (CLL) e a H2Web acabam de lançar a segunda versão do portal - www.weblinguas.com.br -, que visa à complementação do ensino tradicional de idiomas como o inglês, francês, espanhol e português, todos com os níveis básico, intermediário e avançado.
21 de março de 2009
BIBLIOGRAFIA PARA APRENDER TUTORIA EM EaD A DISTÂNCIA
Bibliografia
- AZEVEDO, Wilson. Novo professor e novo aluno . Disponível em www.escolanet.com.br/sala_leitura/novprof_novaluno.htmlÚltimo acesso em: 06/03/2006.
- CAVALCANTI, Carolina. A interatividade em ambientes Web: dando um toque humano a cursos pela internetDisponível em: http://www.unisa.br/unisadigital/int_amb_web.pdf
Último acesso em: 06/03/2006.
- FLEMMING, Diva Marília, LUZ, Elisa Flemming & LUZ, Renato André. Monitorias e tutorias: um trabalho cooperativo na educação a distância. Disponível em: www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=4abed&infoid=142&sid=114%20
Último Acesso em: 06/03/2006.
- GOMEZ, Margarita Victoria. Avaliação formativa e continuada da educação baseada na internet.
Disponível em: www.abed.org.br/antiga/htdocs/paper_visem/margarita_vitoria_gomez.htm
Último acesso em: 06/03/2006.
- JAEGER, Fernanda Pires & ACCORSSI, Aline. Tutoria em educação a distância. Disponível em: www.abed.org.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=4abed&infoid=119&sid=121
Último acesso em: 06/03/2006.
- LAZARO, Jovanira, CORRÊA, Juliane & ZENHA, Leonardo. A prática pedagógica em educação a distância: novas articulações de tempos e espaços. Disponível em www.patioonline.com.br/patioonline/fr_conteudo_patio.php?codigo=1074&secao=54&pai=53
Último acesso em: 01/12/2005 .
- LIMA, Demétrius Ribeiro & ROSATELLI, Marta Costa. Um sistema tutor inteligente para um ambiente virtual de ensino aprendizagem. Disponível em: www.ensinoweb.com.br/docs/um_sistema_tutor_inteligente_para_um_ambiente_virtual_de_ensino_aprendizagem.dot
Último acesso em: 06/03/2006.
- PRADO, Maria Elisabete. Educação a Distância: os ambientes virtuais e algumas possibilidades pedagógicas. Disponível em:
http://www.tvebrasil.com.br/salto/boletins2002/te/tetxt3.htm
Último acesso em: 23/03/2006
- QUEIROZ, Vera C. Avaliando a EAD.
Disponível em www.buscalegis.ufsc.br/arquivos/PTUOR.pdf
Último acesso em: 06/03/2006.
- SEAWRIGHT, Daniela Bertocchi. Interatividade libertadora. Disponível em: www.educarede.org.br/educa/internet_e_cia/informatica.cfm?pagina=informatica_principal&id_inf_escola=11
Último acesso em: 06/03/2006.
- SILVA, Marco. Sala de aula interativa . Rio de Janeiro: Quartet, 2000.
- UNIVERSIA BRASIL. Internet traz curso grátis para quem quer um lugar no mercado de trabalho. Publicado em 15/09/2004. Disponível em: www.universia.com.br/html/materia/materia_fbij.html
Último acesso em: 06/03/2006.
AUDIOVISUAIS
- COLUMBIA PICTURES. Nunca te vi, sempre te amei (84 Charing Cross Road )
Direção: David Hugh Jones
Produção: Geoffrey Helman
EUA, 1986
- LEVY, Pierre. Conferência Internet e Desenvolvimento Humano . Videoconferência.
Disponível em: www.sescsp.org.br/sesc/Conferencias/subindex.cfm?Referencia=168&ID=169&ParamEnd=9 . Último acesso em: 06/03/2006.
LINKS
- Sistema de Buscas Google – www.google.com.br
- RIVED – Rede Interativa Virtual de Educação - rived.proinfo.mec.gov.br/
- Porta Curtas Petrobás - www.portacurtas.com.br
- Enciclopédia Eletrônica Wikipedia - pt.wikipedia.org
- SENAC Webquest - webquest.sp.senac.br
- Sala de Aula Interativa - www.saladeaulainterativa.pro.br
- Revista SEED - www.seednet.mec.gov.br/
- Domínio Público - www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
- Webeduc - www.webeduc.mec.gov.br/
Fonte: http://www.webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/modulo2/bibliografia.htm
16 de dezembro de 2008
TV Escola no seu Estado
Em cada estado, a TV Escola possui uma Coordenação de Educação a Distância. São os coordenadores que, juntamente com suas equipes, dão o suporte necessário para que as ações da Secretaria de Educação a Distância sejam bem sucedidas no âmbito estadual.
Conheça abaixo os coordenadores de seu estado:
Região Norte
AC AP AM PA RO RR TO
Região Nordeste
AL BA CE MA PB PE PI RN SE
Região Centro-Oeste
DF GO MS MT
FONTE: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=content&task=view&id=68&Itemid=
Acesso em 16 de dezembro de 2008.
O que é a TV Escola?
MEC- SECRETARIA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
O QUE É A TV ESCOLA?
OBJETIVOS
ONDE ASSISTIR?
QUANDO GRAVAR?
A TV Escola é um canal de televisão do Ministério da Educação que capacita, aperfeiçoa e atualiza educadores da rede pública desde 1996. A proposta da TV Escola é proporcionar ao educador acesso ao canal e estimular a utilização de seus programas, contribuindo para a melhoria da educação construída nas escolas.
Na implantação do Canal, cada escola pública com mais de 100 alunos recebeu um kit, composto por uma antena parabólica para sintonizar o canal e um vídeo-cassete. Assim, o educador pode gravar os programas e exibi-los em sala de aula ou usá-los para uso próprio, enriquecendo se conhecimento e sua prática pedagógica.
Sua programação exibe, durante 24 horas diárias, séries e documentários estrangeiros, produções da própria TV Escola, e é dividida em faixas: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Salto Para o Futuro e Escola Aberta.
Existe ainda, em horário especial, uma faixa destinada a cursos para a formação continuada de educadores, onde são oferecidos cursos de aperfeiçoamento das línguas inglesa, espanhola e francesa.
Hoje a TV Escola atinge 400 mil professores em 21 mil escolas públicas do país (INEP, 2006).
OBJETIVOS
Os principais objetivos da TV Escola são o aperfeiçoamento e valorização dos professores da rede pública, o enriquecimento do processo de ensino-aprendizagem e a melhoria da qualidade do ensino.
Assim, há inúmeras possibilidades de uso autônomo da TV Escola: (1) desenvolvimentos profissionais de gestores e docentes (inclusive preparação para vestibular, cursos de progressão funcional e concurso público); (2) dinamização das atividades de sala-de-aula; (3) preparação de atividades extra-classe, recuperação e aceleração de estudos; (4) utilização de vídeos para trabalhos de avaliação do aluno e de grupos de alunos; (5) revitalização da biblioteca; (6) aproximação escola-comunidade, especialmente a partir da programação da faixa Escola Aberta.
A criatividade e autonomia de cada escola encontrarão outros usos importantes para a programação da TV Escola.
ONDE ASSISTIR?
A TV Escola pode ser sintonizada via antena parabólica (digital ou analógica) em todo o País. Seu sinal está disponível, também, nas TVs por assinatura Directv (canal 237) e Sky (canal 27).
Dados de sintonia do sinal analógico
Polarização: Horizontal
Número do Transponder: 3
Freqüência: 3.770 MHz
Dados de sintonia do sinal digital
Polarização: Vertical
Freqüência: Banda C
Transponder: 7B
E: 397175L: 1178,25 FCE 2/3
Symbol Rate: 04028457
* Para mais informações a respeito da recepção digital da TV Escola, acesse o Manual de Instalação e Sintonia aqui.
QUANDO GRAVAR?
Educação Infantil
2ª-feira: 7h às 8h, com reprise às 9h, 13h, 17h, 22h e 1h
Ensino Fundamental
2ª-feira: 8h às 9h, com reprise às 10h, 14h, 18h, 23h e 2h
3ª-feira a 6ª-feira: 7h às 9h, com reprise às 9h, 13h, 17h, 22h e 1h
Ensino Médio
2ª-feira a 6ª-feira: 12h às 13h, com reprise às 16h, 20h, 0h e 4h
Salto para o Futuro
2ª-feira a 6ª-feira: 19h às 20h, com reprise às 3h, 5h, 11h e 15h do dia seguinte
Escola Aberta
Sábados, domingos e feriados: 7h às 6h59
Faixa Especial - Curso de Inglês (Look Ahead)
2ª-feira e 5ª-feira, 21h às 22h, com reprise às 6h do dia seguinte
Faixa Especial - Curso de Francês (Branché)
4ª-feira, 21h às 22h, com reprise às 6h do dia seguinte, e sábado, às 14h
Faixa Especial - Curso de Espanhol (Es Español)
3ª-feira e 6ª-feira, 21h às 22h, com reprise às 6h do dia seguinte
Alguns dos programas exibidos pela TV Escola estão disponíveis para download gratuito no Portal Domínio Público.
FONTE: http://portal.mec.gov.br/seed/index.php?option=content&task=view&id=69&Itemid=
ACESSADO EM 16 de dezembro de 2008
11 de dezembro de 2008
A TELEVISÃO NA SALA DE AULA
“O recebimento da imagem, sobretudo via
comunicação de massa, pode levar à
alienação causada, por sua vez, pelo
embotamento da sensibilidade e da
capacidade reflexiva.
A fragmentação dos discursos e sua
proliferação conduzem à recepção
acrítica do texto, que se faz objeto de
consumo imediato.
Ocorre, nesse sentido, uma forma
de controle, pois o cidadão que se pensa
livre, acha-se subordinado a uma rede
de informações controladas por grupos.
Mesmo que a imagem não seja virtualmente
fabricada, seu uso indiscriminado é uma forma
de manipulação de dados da realidade.
(...) Na verdade ele pensa que controla,
mas é controlado.(Walty, 2000)
Segundo pensadores da educação como Durkhein, Bourdieu e Gadotti, a Escola, ao longo de sua existência, desempenhou basicamente três papéis distintos. Primeiro, o de redentora, responsável por grandes transformações individuais e sociais; depois o de reprodutora das desigualdades sociais e da aceitação delas como uma espécie de predestinação; e hoje, numa visão dialética é capaz tanto de reproduzir quanto de transformar ao mesmo tempo.
Como transformadora, a escola que antes limitava-se a refletir/discutir temas estritamente ligados às disciplinas do currículo, vê-se invadida por assuntos ligados aos interesses da coletividade, principalmente gerados pelo alto avanço da tecnologia usada pelos meios de comunicação de massa. É o que diz Bacegga (1997):
O ambiente escolar deixa de ser o lugar privilegiado, sacralizado de acesso à informação e ao conhecimento e passa a ser um espaço onde o aprendente desenvolve a capacidade de interrelacionar informações construindo e reconstruindo conhecimentos.
A comunicação de massa está presente em nossas vidas, influenciando-nos, provocando rupturas nos valores e padrões de conduta, mudando atitudes e comportamentos, transmitindo novos conceitos e gerando novas formas de socialização. Se ela tem esta expressiva influência no cotidiano de cada um, conseqüentemente é um agente ativo na formação de crianças e adolescentes. A educação no mundo moderno não conta apenas com a participação da escola e da família: a mídia desponta como parceira da ação pedagógica. Utilizando as palavras de Setton (2002), lembramos que
a partir da década de 1950, nos Estados Unidos e países desenvolvidos e, especificamente na década de 1970, no Brasil, com o advento da cultura de massa vimos a emergência de uma outra ordem sociocultural e o surgimento de uma outra instância de socialização. Ou seja, estamos falando da emergência da mídia. Esta, com toda sua diversidade e seu aparato tecnológico , surge como parceira na tarefa de transmitir valores e referências identitárias, integrando em um universo de símbolos culturais às sociedades modernas. Em outras palavras, contribuindo sobremaneira no processo de socialização do indivíduo contemporâneo. A mídia com sua multiplicidade de formas partilha, junto com a família e a escola, uma responsabilidade pedagógica.
Todavia, só agora vemos a área da educação dedicar-se a estudos sobre mídia (1) como um tema acadêmico de relevância, pois percebeu-se que os professores não exploram os recursos midiáticos em sala de aula, afastando a escola da realidade vivida pelos educandos. Não exploram pedagogicamente nem a TV, o meio de massa mais consumido nos ambientes domésticos, o que quer dizer, consumido pela família, pelos alunos e pelos próprios professores.
Assim questionamos qual a importância da exploração dos recursos da TV em sala de aula como ato pedagógico agregado a ação docente?
Sabemos que a praxis comunicativa é um ato pedagógico, ou seja, é um ato de produção de sentido e de cultura na formação do sujeito. E toda praxis pedagógica é uma ação comunicativa, ou melhor dizendo, é um ato de transmissão de valores e referenciais de conduta na formação do sujeito. Ambas práticas atuam na formação do educando. É nesse sentido que aproximamos educação e mídia como pertinentes ao ato pedagógico. E é nesse sentido que colocamos a televisão na sala de aula para o nosso questionamento: ela é apenas vista ou é lida pelos professor e alunos? Todos só sabem ver televisão, pois são incapazes de perceber a sua intencionalidade construída sobre bases comerciais, de decifrar os seus códigos e de reagir ao poder de sedução que exerce sobre a sociedade midiatizada.
Mas do que ver televisão, que é o que todo mundo faz, precisamos formar professores que sejam capazes de ler televisão, são palavras de Cortês (2002). Como estabelecer a distinção entre ver e ler? Enxergar, olhar, ver e ler são a mesma coisa? Enxergar é uma capacidade que as pessoas dotadas de mecanismo da visão em pleno funcionamento possuem. Olhar é exercer o sentido da visão. Ver é perceber pela visão, distinguir, reconhecer e conhecer. Ler é ir além da visão do texto (da distinção, do reconhecimento e do conhecimento do texto). Ler não é apenas ver. Ler é dialogar com o objeto lido, com o contexto em que ele atua dentro de um tempo e espaço definidos, a partir do reconhecimento de vivência do leitor. Ler é muito mais que decodificar, é muito mais que compreender, tais modalidades são pertinentes ao ato de ver. Ler é dar sentido ao objeto lido. Lembramos uma frase de Freire (2003) para sintetizar o dito, a leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele.
O professor não sabe ler televisão e assim não a coloca na sala de aula para aproveitar os seus recursos, porque não foi preparado para dialogar criticamente com o discurso televisivo. Na verdade como ele foi preparado para ser professor? Vejamos o que diz Luckesi (1994):
Em geral, e a não ser numa minoria dos casos, parece que o senso comum é o seguinte: para ser professor no sistema de ensino escolar, basta tomar um certo conteúdo, preparar-se para apresentá-lo ou dirigir o seu estudo, ir para uma sala de aula, tomar conta de uma turma de alunos e efetivar o ritual da docência: apresentação de conteúdos, controle dos alunos, avaliação da aprendizagem, disciplinamento, etc. Ou seja, a atividade de docência tornou-se uma rotina comum, sem que se pergunte se ela implica ou não decisões contínuas, constantes e precisas, a partir de um conhecimento adequado das implicações do processo educativo na sociedade.
Não foi preparado para educar pela e para a mídia para formar receptores críticos do conteúdo televisivo. Mas a escola, como transformadora, deve manter o diálogo crítico com a televisão para não ficar à margem de realidade. Assim urge formar o professor para que saiba ler televisão. Antes vejamos dois pontos básicos para a nossa reflexão: o que a televisão edita? E o que significa ler televisão?
Respondendo a primeira questão, o que televisão mostra, edita, veicula, Fischer (2002) nos oferece um pouco do variadíssimo cardápio televisivo:
Lembro aqui um anúncio da Pepsi que analisei em recente pesquisa sobre o que venho chamando "dispositivo pedagógico da mídia". O comercial apresenta uma seqüência que envolve dois personagens: uma jovem mãe (de roupão branco e cabelos sensual e displicentemente semipresos) e seu bebê (também vestido de branco, saudável e de faces rosadas), em perfeita sintonia, marcada pelos sons típicos de bebê e uma trilha sonora sugerindo tranqüilidade e harmonia.
Esse idílio mãe-filho é interrompido pelo choro, pelo desconforto - segundo a narrativa, pelo fato de a mãe ter oferecido o peito esquerdo e a criança desejar o outro seio. Quando a mãe enfim oferece o seio "desejado", o locutor em off sublinha para o espectador: "A primeira grande descoberta de todo ser humano (pausa, música em destaque) é que ele tem escolha! (Pausa) Pepsi, a escolha da nova geração!". Esse mesmo texto oral é reforçado graficamente, na tela, abaixo do nome Pepsi. Ou seja: identidade, escolha, valorização da vida privada - tudo isso está no anúncio.
Um bebê "escolhe" mamar Pepsi desde a mais tenra idade; da mesma forma que, considerando outros materiais da TV, como o documentário sobre o traficante Marcinho VP (do filme de João Moreira Salles, "Notícias de uma guerra particular") que "escolhe" um par de tênis importado e, para tanto, "escolhe" o crime como forma de vida. E a TV? Ela narra, ela tece essas histórias, seleciona estratégias de linguagem pelas quais edita vidas, aponta caminhos, ensina modos de ser, espetaculariza o humano, a qualquer preço.
Reconhecemos que discurso é o efeito ideológico produzido pelo sentido que se dá ao objeto lido, é um lugar de conflito, de confronto de idéias, em que as condições sócio-históricas passam a exercer papel fundamental na constituição dos significados que são produzidos. O discurso televisivo abriga as linguagens verbal, visual e gestual em suas falas, cujos significados visam seduzir, manipular, reproduzir inclusive valores de dominação, como vimos na propaganda da Pepsi e no efeito que o documentário de Salles sobre a vida de Marcinho VP pode exercer na formação moral do jovem, se este não tiver aprendido a ler a televisão. É redundância repetir, porém o faremos: é claro que nossos educandos não sabem ler o discurso televisivo, pois nem o professor lê televisão. Não lê porque não foi preparado para tal exercício. Infelizmente, o curso de formação de professores não se processa em um ambiente fisicamente midiatizado nem pedagogicamente mediado pela reflexão crítica dos recursos humanos envolvidos.
Ler televisão requer a aquisição de competências para dar sentido ao objeto lido. E para isso nas universidades, as faculdades de educação devem pensar em caminhos que levem o professor a buscar a alfabetização midiática. Alfabetização midiática, para quê? Conforme Cortês (2002), se a alfabetização
inclui a apropriação de habilidades e conhecimentos para descrever e interpretar o mundo, permitindo as condições para o enfrentamento e a administração dos conflitos e desafios que ele impõe, alfabetizar-se midiaticamente passa a ser uma exigência para a inserção e a participação do indivíduo na sociedade, referendando-se, aqui, um dos princípios basilares da sabedoria “freireana”: a leitura do mundo precede a leitura da palavra.
Neste momento podemos falar do que no propomos a fazer, refletir sobre a importância da exploração dos recursos da TV, em sala de aula, pelo professor, como estratégia pedagógica.
Em primeiro lugar, o professor deve reconhecer que a televisão banaliza a emoção, desvela a criminalidade como sendo um fenômeno normal, padroniza comportamentos, dita normas, atravessa o cotidiano dos jovens e crianças provocando conflitos ideológicos e rupturas no código moral e ético. Como também deve reconhecer o lado positivo da televisão, seus programas culturais, ainda que fragmentados, de divulgação de artes, ciência e tecnologia aplicada, para jamais contextualizar a TV como algo nocivo à educação, pois ela não o é. Nocivo é a escola ficar à margem da realidade. Nocivo é não colocar o discurso televisivo no conteúdo escolar. Nocivo é não saber ler televisão.
Em segundo lugar, o professor deve alfabetizar-se midiaticamente. A alfabetização midiática do professor o fará ter competência para decifrar os códigos discursivos da televisão, desvelando-os, reconhecendo-os e reagindo criticamente aos interesses e seduções propostos ou impostos, para incorporá-los na linguagem cotidiana do trabalho escolar a fim de formar receptores críticos do conteúdo fragmentado e assintático da televisão.
A importância maior da inclusão do potencial pedagógico do discurso televisivo na ação docente é a de formar um telespectador mais crítico e exigente quanto à forma e ao conteúdo da TV. Lembrando Libâneo (2000) sobre qual é a intencionalidade da pedagogia: “quem e por que se educa, para que objetivos se educa, quais os meios adequados para educar”, podemos dizer que cabe ao professor aceitar que todos estamos sujeitos à ação da mídia, inclusive na formação identitária e partir para educar pela e para mídia, ou seja,
- incorporar na ação docente a TV a decodificação da linguagem televisiva e a análise do discurso midiático da TV como fonte de debates;
- desenvolver na sala de aula a leitura consciente e crítica que liberta do domínio da linguagem televisiva;
- reconhecer a importância da cultura midiática, inserindo-a no conteúdo escolar.
Só assim se formarão sujeitos críticos da própria ação dialógica mídia/educação. Só assim a escola estará no centro da realidade da sociedade pós-moderna, a sociedade midiatizada.
Concluindo, repetimos uma afirmação que fizemos na introdução, a escola sob o foco da visão dialética é capaz tanto de reproduzir quanto de transformar ao mesmo tempo. Todavia o fato dela ainda não explorar pedagogicamente a TV na sala de aula, não estaria fazendo apenas um papel de reprodutora da força manipuladora de dados da realidade operada pela TV na formação de crianças e jovens? Não estaria subordinando os educandos a uma rede de informações controladas por grupos?
É muito importante que a escola viva o seu papel de transformadora exigindo que o professor seja alfabetizado midiaticamente para manter um diálogo crítico entre os recursos televisivos e os conteúdos escolares para formar receptores críticos e conscientes de que a escola vive a mesma realidade midiática da sociedade.
BACEGGA, M. A. Educação e Tecnologia: diminuindo as distâncias. In: KUPSTAS, M. (Org.). Comunicação em debate. São Paulo, Moderna, 1997.
CORTÊS, H. S. A sala de aula como espaço de vida: educação e mídia ( O uso pedagógico da televisão ).In FERREIRA, L. W. (Org.).Educação E Mídia: O Visível, O Ilusório, A Imagem. Rio Grande do Sul: EDPUC. 2002.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
_____________ A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 2003.
FISCHER, R. M. B. Educação, subjetividade e cultura nos espaços midiáticos. In Cadernos Temáticos: multimeios e informática educativa. Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2002.
LIBÂNEO, J.C. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente. São Paulo: Cortez, 2000.
LUCKESI, C. C. Filosofia da educação. São Paulo : Cortez, 1994.
SETTON, M. G. J. Em Foco: Educação e sociedade midiática. Educ. Pesqui. vol. 28 n. 1. São Paulo, jan./junho, 2002. Faculdade de Educação da USP, Internet, 27 de maio, 2005.
WALTY, I.L.C. et al. Palavra e imagem: leituras cruzadas. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.
(1)Termos derivados da Comunicação, Mídia e Meio são geralmente confundidos pelas pessoas que não tem informação na área. Mídia é o plural e Meio é o singular. Por exemplo: a televisão é um meio de massa, enquanto televisão, jornais, rádio, World Wide Web, etc., formam a mídia de massas.
30 de outubro de 2008
Aprendizagem e tutoria em cursos mediados por computadores
A educação a distância é uma modalidade distinta da educação presencial, pois tem como referência a distância espacial e o uso das tecnologias de comunicação e de informação como mediação educacional. Como educação, ela tem o papel de influir e produzir intervenções críticas no percurso das mudanças sociais provocadas pelo consumo da tecnologia, através da ação da tutoria em dois sentidos paralelos: a) motivar o aluno a se interessar pelo processo de aprendizagem; b) facilitar a aprendizagem sem prejuízo para a autonomia discente a partir da perspectiva cognitivista de que a aprendizagem só ocorre em meio à contextualização e problematização das informações.
A tutoria é o papel mais equilibrado do docente, visto que este no exercício do magistério, por comodismo ou ingenuidade acadêmica, se condicionou ao exercício da tão conhecida educação bancária de Paulo Freire, assim descritas na palavra deste grande educador. Na educação bancária é
[...] o educador é o que educa; os educandos, os que são educados; o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem; o educador é o que pensa; os educandos, os pensados; o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente; o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados; o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição; o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam; o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, se acomodam a ele; o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele; o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos (FREIRE P., 1987, p. 34).
A tutoria tal como é trabalhada hoje pelas instituições comprometidas com a qualidade de ensino nada tem de ingênua nem de acomodada. Ela se reconhece como mediadora e provocadora de aprendizagem que capacite o aluno a se desenvolver como cidadão e profissiona. Neste caso, o docente no papel de tutor assume a abordadem que preconiza um sistema de apropriação de saberes onde o aluno de mero objeto passivo (caso da educação bancária ou comportamentalista) passa a ser o agente-sujeito da reflexão sobre os conteúdos, sobre as filtragens das vozes que pretende monopolizar.
Esta abordagem assumida pela tutoria se inscreve no cognitivismo que significa um processo dinâmico participativo, no sentido de introduzir assuntos pertinentes às realidades dos alunos, cooperativo através de trabalhos em grupo e comunicativo que envolve aluno, materiais de ensino/aprendizagem e tutor. Portanto, o sucesso ou insucesso de qualquer curso a distância é conseqüência da ação responsável da tutoria.
OCORRÊNCIAS DE SITUAÇÕES/ PROBLEMAS
No caso de ocorrências de problemas em um curso que utiliza a modalidade EAD, cabe à tutoria mobilizar conhecimentos sobre os mesmos, diagnosticar-lhes as causas e levantar estratégias para solucionar o mais satisfatoriamente o impasse. Para entender este processo na prática, trabalharemos sobre quatro situações/problemas assim enunciadas:
1ª Situação
Etapa : No início do curso.
Situação do aluno: Entusiasmada com o início do curso, apreensiva em relação ao desconhecido e insegura quanto à carga de trabalho, Helena demonstrou não entender as primeiras comunicações e orientações encaminhadas pelo tutor: atrasou a entrega das atividades e trabalhos iniciais, demonstrou dificuldades com as ferramentas tecnológicas, e apresentou intenção em desistir do curso.
2ª Situação
Etapa: Passados quatro meses de curso.
Situação do aluno : Wilson vem demonstrando pouca atuação nos fóruns de discussão, aparentemente, por insegurança no que se refere aos conhecimentos ou à capacidade de fazê-lo, até porque esteve afastado dos estudos por longo tempo. Apresentou reações insensatas no tratamento com os colegas, o tutor e aos materiais do curso. Passa vários dias sem manter contato, alegando falta de tempo. Raramente está presente nos chats e quando entra, dificilmente se pronuncia.
3ª Situação
Etapa: Aproximação do fim do curso.
Situação do aluno : Marcos vem apresentando dificuldades de comunicação com o grupo, em atividades coletivas não aceita liderança e quer impor suas condições e opiniões. Demonstra falta de organização e técnicas de estudo. Dificuldade em manter o interesse e o entusiasmo, especialmente se, mais adiante, o curso exigir mais tempo e conhecimentos.
4ª Situação
Etapa : Nas últimas unidades do curso.
Situação do aluno: Eliane demonstra ansiedade e indefinição sobre o trabalho final. Não consegue definir seu tema e tem dificuldades na utilização das técnicas de pesquisa orientadas. Reclama sempre dos prazos em função de problemas pessoais enfrentados.
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RESOLUÇÕES DE SITUAÇÕES/ PROBLEMAS
Na primeira situação, temos todos os sintomas que denunciam uma possível evasão do curso, pois a aluna está totalmente desorientada. Porém não é impossível reverter o quadro para um tutor profissionalmente comprometido com as suas funções pedagógicas. Em primeiro lugar , ele deve através da comunicação dialogal criar momentos lúdicos que permitam um relaxamento na atitude inflexível da aluna. Um e-mail, conforme exemplo 1, é o primeiro passo ou o quebra-gelo.
Exemplo 1:
Helena, tudo bem?...Senti tanto a sua falta no nosso último fórum, pois não me esqueço de suas contribuições marcadas pelo relato de experiências inovadoras no ensino presencial e a sua disposição para fazer a diferença na EAD. Qualquer curso precisa de alunos que saibam ler nas entrelinhas, o que você faz muito bem!
Se quiser comentar comigo uma parte de suas inquietações, principalmente, as que envolvem o nosso curso, ficarei muito honrada e juntas poderemos recriar meios que lhe possibilitem levar este empreendimento adiante. Ou se quiser um tempo para refletir, reclamar e sei-lá-mais–o-quê, por que não aparece aqui na instituição (afinal você não mora tão longe assim) para tomarmos um café e botar a conversa em dia.
Conto com você!
Um abraço bem carinhoso,
Marta Melo.
Na segunda situação, o aluno não está motivado, parece inseguro ou tímido, o que transparece na sua insociabilidade. Cabe à tutoria solicitar auxílio a um coordenador pedagógico para ambos traçarem as estratégias necessárias para a inclusão do aluno no curso como um ser participativo, cooperativo e comunicativo. Além disso, propiciar meios para que seja líder/coordenador de um trabalho em grupo que envolva uma área de interesse que lhe agrade muito, procurando devolver-lhe a auto-estima. Paralelamente, a tutoria deve manter um diálogo com o aluno via e-mail, procurando construir vínculos afetivos de forma a criar um ambiente virtual mais agradável e aconchegante, dissolvendo a atitude reservada e distante mantida por ele.
Na terceira situação, compete ao tutor construir uma relação amistosa com o aluno, colocando-se à disposição para ouvir críticas, sendo extremamente compreensivo e evitando aconselhamentos pedagógicos. Depois com base no que percebeu no perfil do aluno, propor-lhe uma assistência personalizada no sentido de que possa perceber o valor de um cronograma e de uma metodologia de trabalho para o seu sucesso na vida profissional. Nesta assistência, pode-se trabalhar com filmes cuja temática sirva de gancho para uma discussão sadia sobre o tempo e método. Quanto ao fato de não aceitar liderança, deve o tutor buscar aconselhamento com especialistas, pois este fator é pertinente a problemas denominados pela psiquiatria/psicologia como distúrbios afetivos. Portanto requer um estudo mais aprofundado para criar estratégias que possam propiciar uma auto-análise no sentido de contornar este desvio de comportamento.
Na quarta situação, o tutor tem diante de si uma aluna com a típica síndrome do TCC (trabalho de conclusão de curso), o que é bastante comum, seja em cursos presenciais, seja em cursos a distância. Assim basta ao tutor uma boa dose de habilidade para convencer a aluna de que todo mundo passa por isso um dia; que a dúvida e o medo são atitudes saudáveis de uma pessoa inteligente. Em seguida, mostrar a ela que a realidade que experimenta cotidianamente está cheia de situações concretas que lhe favorecem a inspiração para encontrar um tema. Quanto as dificuldades para trabalhar com metodologia do trabalho científico, quem não as tem? - é uma pergunta excelente para devolver à aluna a confiança perdida. Sobre os prazos, é só lembrá-la que o curso possui uma temporalidade flexível e que esta pode ser exercida a partir da solicitação justificável.
Concluindo, alertamos que as resoluções acima podem não ser uma resposta significativa e eficaz para os problemas em questão, pois tudo que envolve o ser humano é dotado de uma complexidade impossível de ser resolvida como se fosse uma simples operação aritmética, do tipo dois mais dois igual a quatro. Assim o trabalho tutorial deve ser flexível, sensível as variações de personalidade dos indivíduos bem como à heterogeneidade etária e profissional e ao ritmo de aprendizagem dos alunos e procurar manter uma relação de cumplicidade, afetividade, amizade e companheirismo com o educando a fim de melhor construir os mecanismos de motivação tão necessários ao processo de ensino/aprendizagem a distância.
BIBLIOGRAFIA
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 17ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987
29 de setembro de 2008
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http://francoclic.mec.gov.br/reflets/index.php